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Fitch eleva previsão de PIB do Brasil para 2,1% em 2026, mas inflação segue pressionada

A agência de classificação de risco Fitch elevou sua projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2,1% em 2026 — revisão pra cima que reflete resiliência maior da economia do que se esperava no início do ano. Ao mesmo tempo, o mercado segue mais conservador: a expectativa média entre analistas fica em torno de 1,85% de crescimento, segundo o relatório Focus do Banco Central.

Ilustração sobre crescimento do PIB do Brasil em 2026
Imagem: Reprodução/CNN Brasil

Projeções divergem entre instituições

Não existe consenso único sobre o tamanho do crescimento brasileiro em 2026. Enquanto a Fitch trabalha com 2,1%, a equipe econômica do Ministério da Fazenda mantém a expectativa em 2,3% — mais otimista. Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta um crescimento mais modesto, de 1,8%. Essa variação entre 1,8% e 2,3% mostra que, mesmo com o pior cenário de recessão afastado, ainda há incerteza real sobre o ritmo da economia no ano.

Inflação segue sendo o ponto de atenção

Se o crescimento é motivo de otimismo moderado, a inflação segue como principal preocupação. A Fitch projeta que o IPCA pode chegar a 5% até o fim de 2026 — ultrapassando o teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. O próprio Ministério da Fazenda revisou sua projeção de inflação de 3,7% para 4,5%, já no limite superior da meta. Já o mercado, no relatório Focus mais recente, elevou pela oitava vez consecutiva sua estimativa, chegando a 4,89%.

Esse cenário — crescimento moderado com inflação pressionada — é o que os economistas chamam de “meio do caminho”: nem a recessão que alguns temiam, nem a expansão forte que garantiria folga fiscal maior pro governo. Pra quem acompanha o mercado financeiro e planeja investimentos de médio prazo, é um sinal de que a cautela na alocação de recursos, especialmente em renda fixa, continua sendo a estratégia mais recomendada pelos analistas.

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