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Fed mantém tom duro e conflito no Oriente Médio eleva petróleo, pressionando o dólar global

As atas mais recentes do Federal Reserve mostraram um tom mais duro (hawkish) do que o esperado: o mercado de trabalho americano segue resiliente e o setor de tecnologia apresenta resultados aquecidos, o que reforça a leitura de que os juros americanos devem permanecer altos por mais tempo. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, opera perto de 104,65 pontos, sustentado por juros reais positivos nos EUA.

Do outro lado do Atlântico, o Banco Central Europeu (BCE) monitora de perto os riscos inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio. A avaliação dos diretores do BCE é de que uma eventual interrupção da navegação no Estreito de Ormuz reforçaria a alta do petróleo e prolongaria a pressão inflacionária na zona do euro.

A combinação de Fed hawkish e petróleo em alta cria um ambiente mais apertado de financiamento externo para economias emergentes, incluindo o Brasil. Por outro lado, como o país é exportador líquido de petróleo, a alta da commodity tende a melhorar a perspectiva das contas externas brasileiras, ajudando a conter parte da pressão cambial.

O equilíbrio entre esses dois vetores — juros americanos altos por mais tempo e petróleo em alta favorecendo exportadores — deve seguir pautando o humor dos mercados globais nas próximas semanas, especialmente enquanto durar a tensão geopolítica no Oriente Médio.

Foto: reprodução/The Rio Times

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