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Paraguai ultrapassa Brasil e Argentina em ranking de liberdade econômica

Skyline urbano representando crescimento econômico no Paraguai
Foto: Reprodução/Gazeta do Paraná

O Paraguai subiu quatro posições no Índice de Liberdade Econômica 2026, ultrapassando Brasil e Argentina na classificação regional. O levantamento, produzido pela Heritage Foundation, avalia doze indicadores econômicos que vão do ambiente regulatório ao tamanho do Estado, passando pela eficiência do sistema judiciário e pela liberdade para abrir e operar negócios no país.

Segundo o estudo, o país obteve pontuação superior à média regional e global, com destaque especial para a baixa carga tributária e para as condições favoráveis à abertura de novos negócios — dois fatores que vêm atraindo cada vez mais atenção de investidores estrangeiros para a economia paraguaia. Na América Latina, o Paraguai aparece entre os melhores colocados, atrás apenas de Chile, Uruguai e Costa Rica, países historicamente associados a ambientes de negócios mais abertos na região.

O avanço no ranking acontece em um momento de bom desempenho da economia paraguaia como um todo. O FMI projeta crescimento de 4,2% do PIB do país em 2026 e de 3,5% em 2027, números expressivos para os padrões da região e que colocam o Paraguai entre as economias sul-americanas com maior dinamismo neste ciclo. O crescimento consistente, somado a uma inflação relativamente moderada, tem sido apontado como um dos pilares da atratividade do país para capital estrangeiro.

Esse cenário ajuda a explicar por que o Paraguai vem atraindo multinacionais brasileiras, argentinas e europeias interessadas em instalar operações no país. Um dos sinais mais concretos desse apetite é o volume de pedidos pendentes de energia para novas plantas industriais: são 6.300 MW represados, aguardando viabilização, o que dá a dimensão do interesse de empresas por se instalarem no país nos próximos anos.

Apesar do avanço, especialistas ouvidos sobre o tema ponderam que o país ainda enfrenta desafios relevantes em governança e no combate à corrupção, pontos que tendem a pesar em avaliações mais amplas sobre o ambiente institucional paraguaio. A recomendação geral é que o país siga fortalecendo esses mecanismos para consolidar, de forma mais duradoura, a atratividade que vem conquistando junto a investidores internacionais.

Para o Brasil, o avanço do vizinho é um lembrete de que a competição por investimento produtivo na América do Sul não se resume aos grandes mercados da região. Países menores, com regras mais simples e carga tributária mais baixa, podem se tornar destinos atrativos para empresas que buscam eficiência operacional — um fator que tende a entrar cada vez mais no radar de quem pensa a política econômica brasileira para os próximos anos.

O caso paraguaio também alimenta o debate sobre reforma regulatória e simplificação tributária no Brasil, temas que seguem no centro da agenda econômica nacional em 2026 e que analistas apontam como fundamentais para que o país não perca competitividade frente a vizinhos menores, mas cada vez mais ágeis na disputa por investimento.

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